quarta-feira, 17 de maio de 2017




     ENCONTRO  MARCADO

ENCONTRO MARCADO
EM UMA EXISTÊNCIA
NÃO É COINCIDÊNCIA
É TÃO SÓ DA VIDA
A PURA CIÊNCIA
QUE  EM CICLOS PROMOVE
ATRAVÉS DA EXPERIÊNCIA
 LENTA E GRADUALMENTE
A EXPANSÃO DA CONSCIÊNCIA...

 DA LEI NATURAL
NÃO HÁ COMO FUGIR
POIS  É NOSSO CAMINHO
CRESCER NA CONVIVÊNCIA
PARA EVOLUIR.


sexta-feira, 3 de junho de 2016

                                       FORRÓ DA VELHA DOIDA


Com a idade ,minha confusão mental está se acentuando.
Ouvi que DELCÍDIO CERVERÓ andou falando demais e que a gurizada resolveu brincar de 
esconde - esconde . A DILMA , filha do SARNEI ,mandou que seu primo CUNHA JUCÁ procurasse pelo  tio LULA e ele foi encontrado no sitio de um tal CALHEIROS ,que antes  morava  na CASA DA DINDA.
Agora  estão se preparando para a quermesse  de São João e todos querem ser o delegado da brincadeira da prisão  , mas o certo é que  as pessoas terão que pagar as "prendas previstas . 
Ainda não entendi porque isso é notícia  na TV ,afinal essa gurizada medonha só está brincando...
E tem mais :eles são tão indefesos !Quem  é o bandido que está  inventando tudo isso?
 Vou perguntar ao Maduro...

domingo, 7 de fevereiro de 2016

            FASE DA VIDA



INCOMUNICABILIDADE ,
UM OLHAR QUE VAGUEIA,
UMA CERTA AUSÊNCIA.

O ENRUBESCER  DAS DESCOBERTAS,
ADOLESCÊNCIA...



terça-feira, 26 de janeiro de 2016

      CHUVA




A TARDE ERA DE PINGOS NA VIDRAÇA , DE DESENHOS PARA COLORIR ,DE COMER BOLINHOS DE CHUVA E POR FIM ENROSCAR-SE NAS COBERTAS PARA OUVIR  OS CAUSOS DA VOVÓ.
PARA AQUELA MENINA , NO ENTANTO , NÃO HAVIA DESENHOS , NEM BOLINHOS E NEM VOVÓ...
   SÓ A IMAGINAÇÃO.

domingo, 24 de janeiro de 2016

           A CASA VIZINHA


 Esqueleto de casa
Um sonho inacabado
E um mistério escuro 
Que escondia em si
A parte do futuro 
Que ficou no passado.

Construção burocrática
Servindo de moldura
Num canto da cidade
Enraizada  no tempo
Ferindo a eternidade   
             Remexendo  memórias
             Reavivando a saudade.

domingo, 11 de outubro de 2015


           INFÂNCIA DAS MENINAS

NESTE MÊS EM QUE CELEBRAMOS DUAS DATAS SIGNIFICATIVAS  , DIA DA CRIANÇA  E DIA DO PROFESSOR, SEMPRE RETORNAM À MINHA LEMBRANÇA AQUELES DIAS DOS PRIMEIROS ANOS ESCOLARES.
EU E MINHA QUERIDA AMIGA  MARIA OFÉLIA APROVEITÁVAMOS  O HORÁRIO DE SESTA DOS ADULTOS  PARA IRMOS À ESCOLINHA QUE  CRIAMOS NO PEQUENO GALPÃO QUE HAVIA NOS FUNDOS DA CASA DE DONA MADALENA  , SUA AVÓ.    ALI NOS REVEZÁVAMOS  NOS PAPÉIS DE PROFESSORA E ALUNA .  O PEQUENO GALPÃO DE MADEIRA  JÁ NÃO DISPUNHA DE ESPAÇO NAS PAREDES  COMPLETAMENTE TOMADAS PELAS LIÇÕES QUE ESCREVÍAMOS COM CARVÃO.
NO HORÁRIO DA MERENDA  ARRANCÁVAMOS RAPIDAMENTE  ROMÃS DA ÁRVORE QUE HAVIA NO POMAR E   SABOREÁVAMOS AVIDAMENTE.
QUANDO COMEÇAVAM OS MOVIMENTOS QUE INDICAVAM O DESPERTAR DOS SESTEADORES CORRÍAMOS A LAVAR MÃOS E BRAÇOS SUJOS DE CARVÃO  PORQUE ERA HORA DE TOMAR MATE -DOCE COM BOLO NA RODA DE ADULTOS.


MINHA QUERIDA AMIGA FALECEU AOS 20 ANOS DE IDADE , MAS SUA PRESENÇA É CONSTANTE EM MINHAS LEMBRANÇAS.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

                                           QUASE PERFEITO
Há um vilarejo quase perfeito em minha imaginação.  Por sobre o rio que o banha  estende-se uma bela  ponte em arcos . É  uma velha ponte  com sólidas pedras  entre as quais  florescem , aqui e ali , florzinhas amarelas brotadas junto aos juncos  teimosos que espiam a vida pelas frestas da antiga construção. Ao longo da ponte , bancos de pedra se enfileiram .É dali que costumo , tomando meu chimarrão , encantar-me com tais desimportâncias.
Pessoas que por ali passam em direção ao centro não se encaixam na paisagem , seus olhares parecem  perdidos ao longe , distantes da beleza que os cerca.
Na rua à direita  uma velha  padaria  ainda produz os doces conventuais  com gosto de história antiga .Delícias que cabem perfeitamente no contexto do vilarejo  ,adicionando paladar  à belezaria  que inunda meu olhar. Comparo   o amarelo das pequenas flores da ponte com o ouro dos doces conventuais à base de gemas de ovos.
No fim do inverno  as arvorezitas que rodeiam a pequena praça  parecem  aqueles cabides de pé( - porta-chapéus -) pois que só  os troncos  estão vivos  , as folhas  adormeceram  no chão .E eu me  pego sonhando que em cada  extremidade estão  suspensos  coloridos chapéus de palhaços.

Foi nesse cenário que viveram  as irmãs Toscano.

 MARIENA e DAMIANA nasceram  com a diferença de  quase 2 anos , mas foram companheiras inseparáveis  durante a infância .Na escola , embora em turmas  diferentes ,participavam das mesmas brincadeiras e  quando havia aniversário de algum coleguinha , não importava de qual turma , as duas eram  convidadas .Gostavam das mesmas coisas  e os pais esforçavam-se para não estabeleceram comparações.
Foi na adolescência que começaram a enveredar por diferentes rumos .  Mariena adorava dançar , Damiana era  louca por livros. Nas tardes domingueiras  uma  ia ao cinema ver bons filmes  , a outra  ia às reuniões dançantes  tão em voga naqueles tempos.
Quando começaram a pensar em namorar aconteceu o que ninguém previra : as duas irmãs sonhavam  com o mesmo rapaz , ainda que  fosse isso segredo em seus coraçõezinhos e pensamentos.  Mariena  imaginava-se  valsando ; Damiana , no cinema  ,comendo pipoca de mãos dadas.    Assim construíram,  secretamente ,diferentes histórias de amor com um mesmo príncipe encantado.


         Tudo aconteceu repentinamente .  As irmãs cruzaram seus olhares apaixonados e souberam o que cada uma escondia. Apenas  encaram-se com ódio .No dia seguinte o livro preferido de DAMIANA apareceu boiando nas águas deste rio ,  e o vestido novo de MARIENA jogado sobre a cama  com um corte que ia do decote à cintura , quase arrancando a manga direita.
Deste então nunca mais se falaram , terminando seus dias solitariamente : uma com sua biblioteca  íntima de histórias vividas e a outra ouvindo as músicas que um dia dançara  e que pelo desgaste do tempo hoje  já não o fazia.

  
     
   *DE VOLTA AO CENÁRIO

 Estou  terminando o chimarrão quando o velho senhor se aproxima .Cumprimentos , licença para sentar-se .olhar significativo para a cuia que tenho nas mãos...  Ofereço-lhe o mate que ele aceita prontamente...
Inicia-se a conversa fraterna e ele  acaba desabafando  ...
Um dia fui jovem aqui nesta mesma cidade. Amei  e fui amado .entretanto não fui amado por quem amei .A mulher que escolhi para ser minha companheira abandonou-me por simples capricho . Desdenhei das mulheres que me amaram porque me julgava  superior a elas.Brinquei com seus sentimentos.
Hoje , na minha solidão ,sempre que  venho a este lugar imagino que passará por aqui aquela menina de vestido novo que me olhava de relance  nas festas  da turma ou que  um livro passará boiando por baixo desta  ponte onde estamos sentados. Nossa memória nos prega peças , trazendo lembranças significativas .apenas lembranças...




O velho senhor agradece e se retira.   Eu olho para  este lugar que julgo quase perfeito e quando volto a olhar para o velho que se afasta , uma surpresa: ele não vai sozinho ,duas jovens  o acompanham. Uma delas carrega um livro embaixo do braço e a outra vai saltitante em seu novo vestido...